Dinheiro estranho
Pão de Açúcar tem plano homologado e passa a pagar o banco em 6,4 anos, em vez de 2,1
A Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial do GPA (Grupo Pão de Açúcar), informou a empresa em 7 de outubro de 2026, segundo o InfoMoney. O plano abrange R$ 4,568 bilhões em créditos quirografários e teve adesão de credores com 57,49% desses créditos. O prazo médio da dívida não conversível passa de 2,1 para 6,4 anos, e o custo médio cai de CDI mais 1,8% para CDI mais 0,5% ao ano. O plano prevê captação de R$ 200 milhões. Fornecedores, clientes e parceiros não fazem parte da recuperação, e a empresa diz que as obrigações com eles estão em dia.
Leia de novo: o banco aceitou receber em seis anos o que vencia em dois, e ainda cobrando menos juro. Banco não faz isso por bondade; faz porque a alternativa era receber menos ou nada. E o fornecedor ficou fora do corte porque sem fornecedor a gôndola esvazia e a loja morre. A lição para o pequeno é a mesma: quando o caixa aperta, renegocie primeiro com quem tem mais a perder com a sua quebra (o banco), e proteja quem mantém a porta aberta (o fornecedor e a folha). Fazer o contrário é o caminho mais comum, e o mais caro.
Fonte: InfoMoney