Decreto do fim da escala 6x1 deve sair segunda, 9 de novembro, com no mínimo 8 folgas por mês
A regra que muda a escala de todo mundo foi promulgada em 16 de outubro, e o manual de instruções só deve sair na segunda-feira, 9 de novembro. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, prometeu o decreto para esse dia, com no mínimo oito folgas a cada 30 dias e implantação a partir de 15 de dezembro. Faça a conta comigo: o comércio vai estrear a escala nova na semana mais cheia do ano, com o decreto publicado cinco semanas antes. Quem planejou o Natal pela escala de sempre vai refazer a planilha. Antes disso, um lembrete que hoje está entre os mais buscados do Brasil: o salário de outubro vence amanhã, sábado, e hoje é o último dia com banco funcionando. No resto da edição, a Serasa perguntou às pequenas e médias empresas o que pesa mais na hora de reajustar preço, e 11% admitiram que não têm estratégia nenhuma. O cartão de crédito virou a conta que o brasileiro mais atrasa. Nos Bastidores, a Renner vendeu menos, teve margem recorde e desistiu de prometer crescimento até 2030, e o lucro do Assaí subiu 55% com uma ajudinha do imposto.
TrabalhoTem prazo
Decreto que regulamenta o fim da escala 6x1 deve sair na segunda-feira, 9 de novembro, com no mínimo oito folgas a cada 30 dias e implantação a partir de 15 de dezembro
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, que o decreto que regulamenta o fim da escala 6x1 deve sair na segunda-feira, 9 de novembro, segundo a Agência Brasil. A publicação estava prevista para esta semana e foi adiada porque o presidente Lula não conseguiu despachar o tema; o texto seria discutido com ele na quinta-feira, 5. Segundo a reportagem, o decreto deve garantir ao trabalhador no mínimo oito folgas em um período de 30 dias, e a implantação deverá ocorrer a partir de 15 de dezembro. A distribuição das folgas poderá variar conforme a atividade, desde que as duas folgas semanais fiquem consolidadas dentro do mês: "Não tem lista de flexibilidade. A PEC determina dois descansos semanais", disse Marinho. O decreto não vai definir a escala de cada setor; a implantação deverá ocorrer por negociação coletiva, com possibilidade de convenções nacionais, segundo a Agência Brasil e o Metrópoles. A emenda constitucional que acaba com a escala 6x1 foi promulgada em 16 de outubro. Até a publicação no Diário Oficial, os detalhes podem mudar.
O Congresso promulgou a regra em outubro, o decreto que explica como cumprir sai em novembro, e a data para começar é 15 de dezembro. Para quem tem loja, é estrear a escala nova na semana do Natal, com o maior movimento do ano e a equipe já contada. A parte boa é que a flexibilidade existe: as oito folgas podem ser arrumadas dentro do mês, e não presas em dois dias fixos por semana. A parte ruim é que quem vai dizer como arrumar é a convenção coletiva, que o dono pequeno não negocia e normalmente só descobre quando o contador avisa.
O que fazer
Peça hoje ao contador o calendário de dezembro com oito folgas por funcionário em cada 30 dias e veja quantas pessoas faltam nos sábados de pico. Na segunda, confira se o decreto saiu, e pergunte ao seu sindicato patronal quando sai o aditivo da convenção.
Salário de outubro vence no sábado, 7 de novembro, e esta sexta-feira, 6, é o último dia com compensação bancária antes do prazo
O artigo 459 da CLT manda pagar o salário mensal até o quinto dia útil do mês seguinte. Na contagem, domingo e feriado não entram, e o sábado entra. Como 1º de novembro de 2026 foi domingo e 2 de novembro foi feriado de Finados, os dias úteis são 3, 4, 5, 6 e 7, e o prazo do salário de outubro termina no sábado, 7 de novembro, segundo o Concursos no Brasil. Não há compensação bancária no sábado; por isso, as empresas costumam pagar até sexta-feira, 6. O Pix funciona todos os dias. O atraso sujeita a empresa a multa administrativa e correção do valor.
O assunto está entre os mais buscados do Brasil hoje, o que diz muito: tem muito dono e muito funcionário fazendo a mesma conta ao mesmo tempo. A lei conta o sábado como dia útil; o banco, não. Se a folha ainda não saiu, hoje é o dia, sem desculpa de feriado.
O que fazer
Pague a folha de outubro hoje. TED e depósito precisam sair até o fim do expediente bancário; se perder o horário, pague por Pix ainda hoje.
49,3% das pequenas e médias empresas priorizam preservar a margem de lucro ao reajustar preços, e 11% dizem não ter estratégia de precificação, segundo a Serasa Experian
Preservar a margem de lucro é a principal prioridade de 49,3% das pequenas e médias empresas na hora de reajustar preços, segundo pesquisa da Serasa Experian divulgada em 5 de novembro de 2026, com 544 empresas da base de clientes da Serasa, entrevistadas em agosto. Manter a competitividade vem em seguida, com 22,1%, e evitar a perda de clientes, com 17,6%. Outros 11% dizem não atuar com estratégia de precificação. Entre as empresas com 6 a 10 anos de atuação, a preocupação com a margem chega a 60,5%; entre as de Score PJ acima de 851, a 57,4%. Por região, o Centro-Oeste lidera, com 57,1%, e o Norte fica em 38,5%, onde 34,6% priorizam não perder clientes. "O equilíbrio está em conhecer os números da própria operação e tomar decisões com base neles", disse Julio Lopes, diretor de pequenas e médias empresas da Serasa Experian.
Metade pensa na margem, o que é ótimo. O problema são os outros 28,6%: os 17,6% que reajustam com medo de perder cliente e os 11% que nem sabem como formam o preço. É esse grupo que vai entrar na Black Friday dando 30% de desconto sobre uma margem que nunca calculou, e vai descobrir em janeiro que vendeu muito e ganhou nada. Repare também no detalhe do Score: quem cuida da margem é quem tem a melhor nota de crédito. Não é coincidência.
O que fazer
Antes de montar a promoção da Black Friday, em 27 de novembro, calcule a margem dos 10 produtos ou serviços que mais vendem. O desconto máximo de cada um é o que sobra depois do custo, do imposto e da taxa da maquininha.
Cartão de crédito tem a menor pontualidade entre as principais linhas de crédito: 77,6% dos pagamentos em dia, e 67,3% entre quem ganha até um salário mínimo
O cartão de crédito registrou 77,6% de pagamentos em dia no primeiro trimestre de 2026, a menor pontualidade entre as principais linhas de crédito, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado em 4 de novembro, com base no Cadastro Positivo e tolerância de até 15 dias após o vencimento. O índice era de 78,1% um ano antes e de 80,9% no primeiro trimestre de 2024. O financiamento de veículos ficou em 81,7%, o empréstimo pessoal em 82,8% e o consignado em 91,3%. Entre quem ganha até um salário mínimo, a pontualidade no cartão foi de 67,3%; acima de dez salários mínimos, de 91,9%. Por região, vai de 72,4% no Norte a 78,9% no Sudeste. "A pontualidade é um indicador antecedente da inadimplência", disse Camila Abdelmalack, economista da Serasa Experian.
De cada três clientes de renda mais baixa, um atrasa o cartão. E o cartão é a primeira conta que o brasileiro deixa de pagar porque é a que menos dói no dia: a ligação de cobrança chega, a luz não corta. Esse é o cliente que chega no seu balcão pedindo para levar agora e pagar no dia 10. Se você vende fiado ou no crediário próprio, você está entrando na fila atrás do cartão, e o cartão já está atrasado.
O que fazer
No crediário próprio e no fiado, peça entrada de pelo menos 30% e limite o valor por cliente até o 13º cair na conta. Na venda parcelada no cartão da maquininha, o risco do calote é do banco, não seu.
Quem está afundando, quem cresce no meio da crise e o dinheiro que sumiu (ou apareceu) pelo caminho.
Dinheiro estranho
Renner lucra 24,5% menos no 3º trimestre, tem margem bruta recorde e desiste de projetar a receita até 2030
A Lojas Renner teve lucro líquido ajustado de R$ 187,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 24,5% sobre os R$ 247,7 milhões de um ano antes, segundo a Exame de 5 de novembro. O lucro contábil foi de R$ 246,4 milhões, 11,8% menor. A receita líquida de varejo caiu 1,6%, para R$ 3,029 bilhões, e as vendas nas mesmas lojas recuaram 2,5%. A margem bruta de varejo subiu 0,4 ponto, para 55,5%, recorde para um terceiro trimestre. A empresa decidiu descontinuar as projeções de crescimento da receita para 2026 e para 2027 a 2030. "A atual conjuntura macroeconômica e competitiva aumentou o grau de incerteza, reduzindo a previsibilidade do ritmo de crescimento da receita", disse o presidente, Fabio Adegas Faccio. O resultado da Realize, braço de crédito, caiu 49%, para R$ 40,7 milhões, refletindo, segundo a reportagem, uma política mais seletiva de concessão de crédito diante do endividamento das famílias.
A maior varejista de moda do país vendeu menos e, mesmo assim, ganhou mais em cada peça vendida. Não queimou preço para segurar o faturamento. E fez uma coisa rara em empresa grande: admitiu que não sabe quanto vai crescer e parou de prometer. Repare no cartão próprio: ela fechou a torneira do crédito porque o cliente está endividado, a mesma coisa que o item acima pede para o seu fiado. Quando a venda não cresce, a margem é a única parte da conta que o dono controla.
Lucro do Assaí sobe 55% no 3º trimestre com créditos de PIS/Cofins, enquanto o Ebitda fica estável e abaixo do esperado
O Assaí teve lucro líquido recorrente de R$ 248 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 55% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Reuters, publicada pelo InfoMoney em 5 de novembro. O número inclui créditos recorrentes de PIS/Cofins, e o lucro contábil, de R$ 427 milhões, alta de 119%, também considera créditos tributários. Analistas esperavam lucro de R$ 363 milhões, segundo a LSEG. O Ebitda ajustado, que mede o resultado da operação, ficou estável em R$ 1,08 bilhão, com margem de 5,7%, ante R$ 1,56 bilhão esperados pelos analistas.
A manchete diz lucro 55% maior. A linha de baixo diz que a operação ficou parada e que parte do lucro veio do imposto devolvido. Não há nada errado em recuperar imposto pago a mais, eu recomendo. O erro é olhar o lucro do mês em que o crédito entrou e achar que a loja melhorou. Se o seu contador recuperou um imposto este ano, separe esse dinheiro na conta e no relatório: ele não se repete no ano que vem.