Ferramenta Gratuita

Simulador de Fluxo de Caixa

Uma loja de presentes fura o zero na semana 7 e afunda até R$ 7.600 negativos. Você tem sessenta saídas possíveis para tapar esse buraco. Ligue e desligue cada uma e veja o que ela faz com o caixa, inclusive o que ela cobra três semanas depois.

Empresa de mentira

Você não lança nada seu aqui. Erre à vontade numa loja que não é a sua

Cada saída tem preço

Juro, taxa, desconto, margem perdida: o simulador soma tudo e mostra quanto custou fechar

Sem cadastro

Abre na hora, funciona no celular, nada é enviado nem armazenado

Loja de presentes: 13 semanas, R$ 7.600 de buraco

Empresa de mentira, contas de verdade. Ela fura o zero na semana 7 e afunda até R$ 7.600 negativos. Ligue táticas embaixo e veja o que cada tipo de mexida faz.
Fura o zero na
Semana 7
Pior saldo das 13
-R$ 7.600
Quanto custou
R$ 0
Táticas ligadas
0
R$ 01471013Semana 1: ver o que acontece nelaSemana 2: ver o que acontece nelaSemana 3: ver o que acontece nelaSemana 4: ver o que acontece nelaSemana 5: ver o que acontece nelaSemana 6: ver o que acontece nelaSemana 7: ver o que acontece nelaSemana 8: ver o que acontece nelaSemana 9: ver o que acontece nelaSemana 10: ver o que acontece nelaSemana 11: ver o que acontece nelaSemana 12: ver o que acontece nelaSemana 13: ver o que acontece nela
O que já está contratadoO que você decidiu fazer
As duas linhas nunca viram uma só. A de cima é a promessa, a de baixo é a conta.
Toque numa semana, aqui ou no gráfico, para ver o que acontece nela.

O painel de táticas

Cada grupo mexe no caixa de um jeito diferente, e essa diferença é a lição inteira. Entrar dinheiro não é o mesmo que adiar uma conta, e adiar não é o mesmo que cortar.

Entra

Dinheiro novo aparecendo numa semana
A margem que você abre mão é real e a liquidação não se repete: o estoque encalhado acaba.
custa R$ 2.100
O dinheiro entra hoje e o custo de entregar sai depois. Receber antes não é lucrar antes.
Você recupera parte, nunca tudo, e parte só volta com desconto. Ainda assim é o dinheiro mais barato que existe.
custa R$ 380

Adia

A saída muda de semana e reaparece na frente. Adiar não é apagar
Quando o caixa aperta, prazo vale mais que desconto. Repare no bloco andando: ele não sumiu, foi para a semana 10.
Pagar depois de receber, não antes. A semana fecha exatamente igual, e o dia do susto desaparece. Abra o zoom da semana 7 para ver.

Corta

A saída some, e quase sempre some toda semana
O corte que não dói na operação, e o único que vale toda semana até o fim do ano.
Parece pouco por semana. Some as treze e compare com o que você tira de uma promoção.

Aposta

Sai dinheiro certo agora para talvez entrar depois
A aposta mais barata do painel: custa quase nada e fala com quem já comprou de você.
custa R$ 40retorno incerto
Paga hoje, vende em algumas semanas, e às vezes não vende. Numa semana de ruptura, a campanha afunda o buraco antes de tapá-lo.
custa R$ 1.800retorno incerto

Custa depois

Entra hoje e projeta sombra nas semanas seguintes
Resolve a semana 7 e abre três buracos menores logo atrás. Só é bom negócio se o dinheiro comprar algo que gira.
custa R$ 550
Paga a taxa e rouba a entrada das próximas semanas. Antecipar uma vez ajuda; antecipar todo mês vira vício caro.
custa R$ 140

Falso alívio

Parece socorro e piora o caixa curto
A conta é essa, e ela não julga ninguém: se a decisão é de caixa curto, a matemática está contra você.

As saídas que não são saídas

Estas oito fecham a semana na tela e cobram fora dela: multa, juro sem teto, passivo trabalhista, e duas delas são crime. Elas estão aqui porque todo dono apertado já ouviu alguém sugerir uma. Ver a conta inteira é a melhor vacina que existe contra ela.

A sua ideia

O painel não cobre o seu ramo inteiro. Escreva a mexida que você faria, escolha o tipo dela e veja a linha reagir. Fica guardada só neste navegador, sem cadastro.
Esta é uma empresa de exemplo, e os valores servem para ensinar a mecânica, não para prever o seu caixa. Nada do que você mexe aqui é enviado para lugar nenhum.

O que é um fluxo de caixa de 13 semanas

É a projeção de quanto dinheiro entra e sai da empresa, semana a semana, pelos próximos três meses. Treze semanas porque é o horizonte em que um pequeno negócio ainda consegue mudar o resultado: dá tempo de vender, de cobrar, de renegociar prazo. Trinta dias é pouco para reagir, um ano é longe demais para acertar.

A utilidade real não é saber o saldo de hoje, que o extrato já conta. É enxergar a semana 7 enquanto você ainda está na semana 1. No simulador acima, o buraco de R$ 7.600 está visível desde o começo, e é por isso que ele tem conserto. A mesma conta descoberta na véspera só aceita as respostas caras.

As duas camadas: o que está contratado e o que você inventa

A linha sólida do gráfico é o que já está assumido: o aluguel que vence, a folha que cai, o fornecedor que foi comprado no mês passado. Essa linha não se discute e não se muda com otimismo. A linha tracejada é a segunda camada: o que você decidiu provocar.

As duas nunca viram uma só, e essa é a regra mais importante desta ferramenta. Toda vez que um empresário soma o dinheiro que tem com o dinheiro que espera, ele passa a tomar decisão de hoje com o caixa de talvez. É assim que empresa animada quebra: não por falta de venda, por excesso de certeza.

Os sete tipos de mexida no caixa

O painel separa as táticas por efeito, não por assunto, porque é o efeito que decide se ela serve para o seu aperto:

  • Entra: dinheiro novo aparece numa semana. Liquidação, cobrança, pré-venda.
  • Adia: a saída muda de semana e reaparece na frente. Adiar não é apagar, e o bloco que anda no gráfico existe para você nunca esquecer disso.
  • Corta: a saída some, e quase sempre some toda semana. É o único grupo que continua valendo no ano que vem.
  • Aposta: sai dinheiro certo agora para talvez entrar depois. Campanha, feira, influenciador.
  • Custa depois: entra hoje e projeta sombra nas semanas seguintes. Todo crédito mora aqui.
  • Falso alívio: parece socorro e piora o caixa curto. Demitir no aperto é o exemplo clássico.
  • Armadilha: fecha o buraco na tela e cobra fora dela.

Uma dica de leitura: quando o caixa aperta, prazo costuma valer mais que desconto. O fornecedor que te dá 30 dias a mais resolve mais que o fornecedor que te dá 5% de abatimento, e negociar prazo é mais fácil, porque não custa nada a ele.

Por que nenhuma tática sozinha fecha o buraco

Ligue a mais forte do painel: ela não tapa os R$ 7.600. Isso não é um truque do simulador, é como funciona. A liquidação boa rende alguns milhares, a cobrança recupera parte, o corte de assinatura vale duzentos e poucos por semana. Nenhuma delas é a virada. Juntas, três ou quatro fecham a conta com folga.

É por isso que o dono que procura a solução única quase sempre termina no crédito caro ou na armadilha: não porque elas sejam melhores, mas porque são as duas únicas coisas que parecem resolver com um movimento só. A saída honesta existe, está no painel inteiro e nunca tem cara de salvação.

Repare também na semana 7 em detalhe: o dia a dia dela mostra que parte do sufoco não é falta de dinheiro, é ordem errada. Quando o fornecedor grande vence na segunda e o cartão só repassa na quinta, a semana fecha igual e o meio dela é um desastre. Mudar o dia de pagar não cria um real e resolve isso.

As armadilhas estão no painel de propósito

Gastar o dinheiro do imposto, atrasar salário, descontar o INSS do funcionário e não recolher. Nenhuma dessas é segredo: todo dono apertado já ouviu alguém sugerir uma delas, geralmente com a melhor das intenções. Esconder isso de um simulador não faz a tentação sumir, só deixa a pessoa descobrir o preço sozinha, do lado errado.

Por isso elas ficam num bloco separado, com a consequência aparecendo no mesmo instante em que o buraco fecha, e o placar diz "fechou com armadilha" em vez de comemorar. Duas delas, vale repetir, não são dívida: são crime previsto em lei, e quem responde é a pessoa do dono, não a empresa.

Como fazer isso com os números da sua empresa

A loja daqui é de mentira de propósito: ninguém aprende a dirigir no trânsito. Mas o método é o mesmo, e ele cabe numa planilha: listar o contratado das próximas treze semanas, achar a semana que fura, e só então abrir a segunda camada com as mexidas que você consegue executar de verdade, cada uma com data e valor.

É exatamente esse passo a passo que o livro Quem Mexeu no Meu Caixa? ensina, com a planilha das treze semanas em duas camadas pronta para você preencher. O simulador acima é o capítulo 6 em movimento. O livro é o capítulo 6 aplicado na sua empresa.

Use esta ferramenta no seu site

De graca. Copie o codigo e cole no seu blog ou site. A ferramenta funciona sozinha, sem cadastro, e atualiza junto com a nossa.

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