Quem você não pode perder
Descubra quem na sua equipe dói mais perder e tem mais chance de pedir as contas. Monte o mapa de risco, veja onde cada pessoa cai e salve em PDF para agir antes que a carta de demissão chegue.
Cruza dor e risco
O quanto dói perder a pessoa contra a chance real dela sair, num só mapa
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Ferramenta de apoio à decisão. Mede a sua percepção como gestor, não uma verdade absoluta sobre a pessoa. Use para priorizar conversas de retenção, não como veredito.
Por que mapear quem você não pode perder
Em empresa pequena, a saída de uma pessoa-chave não é um problema de RH: é um buraco no caixa, no atendimento e na sua cabeça. O dono costuma descobrir quem era insubstituível no dia em que essa pessoa entrega a carta de demissão. Aí já é tarde: a contraproposta vira leilão e o conhecimento sai pela porta.
Este mapa antecipa essa conversa. Em vez de reagir no susto, você olha a equipe inteira de uma vez e enxerga quem combina duas coisas perigosas: faz muita falta se sair e tem motivo de sobra para sair. É nesse cruzamento que mora o risco real, e é nele que sua energia de retenção deve ir primeiro.
Como o mapa funciona: os dois eixos
Quanto dói se a pessoa sair (eixo horizontal): mede o tamanho do estrago. Pesa o quanto a função é crítica (se a cadeira fica vazia, o que para?), a dificuldade de achar e treinar outra pessoa, o desempenho recente e anterior, a senioridade e a memória de empresa que só ela carrega. Quanto mais alto, maior o prejuízo de perder.
A chance real de ir embora (eixo vertical): mede a probabilidade de saída. Pesa salário defasado, relação ruim com a chefia, falta de crescimento e reconhecimento, trabalho travado sem desafio e conflito de modelo de trabalho. São os motivos que de fato fazem gente boa procurar a porta, na ordem em que costumam pesar.
Cada pessoa recebe uma nota de 1 a 5 em cada item, a ferramenta calcula os dois eixos e plota um ponto no mapa. O cruzamento joga cada pessoa em um de quatro quadrantes, cada um com uma ação clara.
O que fazer com cada quadrante
Não pode perder (dói muito e chance alta de sair): é a emergência. Aqui a conversa de retenção é para esta semana, não para o próximo trimestre. Entenda o motivo da saída antes que ele vire decisão tomada.
Pilar silencioso (dói muito, mas chance baixa de sair): a pessoa que segura a operação e não dá trabalho. O erro clássico é não cuidar de quem nunca reclama. Blinde antes que ela vire o quadrante de cima.
Avalie caso a caso (chance alta de sair, perda menor): se for embora, dói menos. Vale reter com plano, não a qualquer custo. Às vezes a saída até abre espaço.
Tranquilo por ora (baixa dor e baixa chance): sem ação imediata. Só não esqueça de revisar o mapa de tempos em tempos, porque a situação muda.
A regra que separa mapa honesto de achismo
Toda nota alta (4 ou 5) precisa de um fato escrito que a sustente: recusou contraproposta, reclamou do salário duas vezes, é o único que mexe no sistema. Sem evidência, a nota não deveria passar de 3. Essa disciplina é o que impede o mapa de virar o retrato dos seus medos em vez do retrato da realidade. Use o campo de evidências de cada pessoa para isso.
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